
Toda mudança acontece pelo desconforto do momento. Se trocamos alguma coisa, é porque a situação atual nos incomoda, não nos agrada mais, perdeu a serventia. São diversos os motivos pelos quais nos detemos em novas escolhas. Seja uma roupa, um sapato, um emprego, um companheiro ou companheira, e até mesmo na geladeira, escolhemos ou ou outro alimento que possa nos proporcionar satisfação naquele momento. Ora, escolhemos um copo de leite, uma geleia para o pão, ou em outro momento, optamos por uma fruta, um doce, um ovo mexido, enfim, a todo momento, algo nos causa enfado, e por isso mudamos nossa condição, e escolhemos novas alternativas.
Há escolhas voluntárias, e outras, obrigatórias. E nesse momento, o mundo passa por uma gigantesca dança das cadeiras, especialmente nas profissões, terreno vantajoso para que tinha planos de mudar, mas faltava coragem. Agora a coragem veio em forma de necessidade e mudar é vital, é caso de sobrevivência, e é necessário que o nosso melhor potencial seja aflorado nesse momento, para que alguém com mais potencial venha e tome o nosso lugar. As concorrências serão o pão de cada dia, e só quem tem uma boa geleia para oferecer, venderá o seu próprio pão ao faminto, tanto pelo sustento, quanto pelo que pode haver de melhor nesse sustento.
Estamos entrando no capítulo da história onde vira a página e muda o rumo do conto. Mudança nos hábitos de asseio (aqui os franceses são os que sofrem mais), no comportamento social, os políticos ainda se encontram completamente desnorteados, tentando inventar um cumprimento tão eficiente quanto o aperto de mãos e o tapinha nas costas. Os vendedores nas lojas e os camelôs nas ruas, além do celular colado à mão, não podem mais dispensar de uma máscara, e de um frasco de álcool em gel. Quem vai perder muito dinheiro, serão os cosméticos, especialmente batons e cremes estéticos faciais, que perdem sua função, e ainda lambuzam a máscara, e claro, que logo a própria máscara será um belíssimo objeto de adorno, como aconteceu com o sutiã (embora eu prefira mais o conteúdo do que a embalagem), e as grifes instigarão seus designers a criarem coleções de quatro estações do acessório facial, condizente com o status e poder aquisitivo da pessoa que usa, e sim, também estas indústrias, agregarão novos produtos condizentes com o modo de viver das pessoas, e de acordo com seu poder aquisitivo. Mudanças.
De minha parte, comecei a fazer mais uma mudança, pois embora eu seja um camaleão que me adorno com as cores do ambiente em que vivo, analisando com acurada atenção para o momento, ouvindo mais e falando menos, escolhi fazer exatamente aquilo que fiz ao longo da vida: Criar, inovar, ensinar, e transformar. Voltei ao Design, atividade que me abandonou nos últimos anos, e que agora, cruza novamente o meu caminho, mais abastecida, mas dinâmica, e que oferece a possibilidade de levar a cabo toda a experiencia que tenho acumulado ao longo de mais de seis décadas de vida, e pela surpresa contínua de que sou mais criativo hoje do que fui aos vinte anos, posto que a experiência fortalece a esperança, e torna-me mais capaz a cada dia que passa. Esta é a minha hora e então eu também vou mudar, porque não estou contente em esperar que mudem por mim. Quero sair na frente.
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